Indústria Cultural
A partir da segunda revolução industrial no século XIX e prosseguindo no que hoje em dia se denomina sociedade pós- industrial ou pós-moderna, as artes, que haviam se tornado autônomas ou se liberado da submissão à religião, foram submetidas a uma nova servidão: as regras do mercado capitalista e a ideologia da indústria cultural (expressão cunhada por Theodor Adorno e Max Horkheimer numa obra intitulada Dialética do esclarecimento, para indicar uma cultura baseada na idéia e na prática do consumo de “produtos culturais” fabricados em série). A expressão indústria cultural significa que as obras de arte são mercadorias, como tudo o que existe no capitalismo. Benjamin não levou em conta o fato de que a reprodução e a distribuição das obras seriam feitas por empresas capitalistas, visando ao lucro e não à democratização das artes. Assim, perdida a aura, a arte não se democratizou, massificou-se para consumo rápido no mercado da moda e nos meios de comunicação de massa, transformando-se em coisa leve, entretenimento e diversão para as horas de lazer. Como escrevem Adorno e Horkheimer, hoje, a obra de arte não transcende o mundo dado, é “arte sem sonho” e por isso mesmo é sono, ou seja, adormece a criatividade, a consciência, a sensibilidade, a imaginação, o pensamento e a crítica tanto do artista como do público. Sob o poderio de empresas capitalistas, as obras de ar te verdadeiramente criadoras, críticas e radicais foram es vaziadas para se tornarem entretenimento; e outras obras passaram a ser produzidas para celebrar o existente, em lugar de compreendê-lo, criticá-lo e propor um outro futuro para a humanidade. A força de conhecimento, crítica e invenção.
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2 comentários:
blog (:
oi
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