As experiências por que passamos ao ouvir música, ler poesia e olhar quadros ou cenas da natureza possuem um caráter imediatamente distintivo, emocional e contemplativo, e nos conduzem a descrever o que experimentamos por meio de um vocabulário especial, e a utilizar termos como belo, delicado, inspirador, comovente, e assim por diante. A filosofia emprega o termo “estética” para abranger esse gênero de experiência. A apreciação da arte propicia a mais complexa e intensa forma de experiência estética, quando nos isolamos do mundo externo e nossas faculdades de imaginação são plenamente requisitadas, em contraste dramático com a vida prática cotidiana. Uma forma menos marcada de consciência estética permeia nossa percepção do mundo. Algum grau de receptividade estética é mostrado pela silenciosa influência que a arquitetura exerce sobre nossos sentimentos, e as escolhas que efetuamos diariamente ao configurar nosso ambiente manifestam preferências estéticas.
A habilidade para reagir estética mente e a oportunidade de apreciar a arte são importantes componentes do bem-estar. Um mundo sem qualidades estéticas seria um mundo inferior, se não inabitável, e uma pessoa sem qualquer capacidade de resposta estética, caso se possa imaginar alguém assim, não poderia ser qualificado como um ser humano plenamente desenvolvido. Muitas questões nos ocorrem naturalmente ao pensar e discutir a respeito de obras de arte. O que torna um objeto obra de arte? Qual a relação entre forma e conteúdo numa obra de arte? Uma obra de arte nos põe em contato com a mente de um artista? Por que atribuímos tanta importância à obra de arte? E assim por diante. A filosofia da arte visa refletir sobre questões tão familiares de maneira sistemática.
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